24.3.10

BELMONTE: AGORA A QUILO?

Acabo de saber, muito por alto, lendo a troca de mensagens entre Janir Junior, irmão de meu irmão Luiz Antonio Simas e excepcional repórter de O DIA, e Marcelo Moutinho, que o conglomerado que atende pelo nome de BELMONTE (esse lixo que rima com desmonte), agora embarcará na onda da comida a quilo (é quase inacreditável). Quem me lê sabe o quanto eu combato essa praga comandada pela - dizem - máfia espanhola por um grupelho especulador que vive de comprar botequins tradicionais para transformá-los, depois, em redes-bestas de botequim grifado: basta dar uma xeretada aqui nos resultados de pesquisa do GOOGLE envolvendo o tema no balcão do BUTECO. Gostaria de saber, muitíssimo, a opinião do compositor que há anos, na contramão do caminho que trilho por aqui, defende com unhas e dentes esse lixo tantas vezes adulado pela imprensa meia-boca que trabalha na base do jabá. No mesmo cesto de lixo no qual lanço o BELMONTE, amasso também, e relego à súcias dos bares-de-merda que atentam contra a cidade, o ANTONIO´S, o BOTECO DA GARRAFA, a CASA BRASIL, o BOTECO CEVADA e o W GOURMET (a mais recente praga, que vende comida a quilo com direito [nojo!] a buffet japonês). Já, já, tomem nota, as colunetas dos jornais estarão sabujando e incensando essa bosta, que fica em Copacabana. E o compositor - a conferir - festejando mais um êxito de seu compadre (o testa-de-ferro do troço), quem sabe tentando emplacar a porcaria no próximo vade-mécum de otário. Aguardemos.

Até.

Um comentário:

Szegeri disse...

Comentário de um especialista em quebrar butiquins: isso é o começo do fim. Não do negócio, da empresa, propriamente, que sempre se pode salvar. Mas, como eles gostam de dizer, "do conceito". Quando o dono do bar cogita meter uma comida a quilo, meu velho, já abriu mão de seus ideais, seus escrúpulos (quando os tem), pra não dizer de suas pregas.