15.9.10

MEMORABILIA DO MARACANÃ - PARTE III

Retomo hoje a série MEMORABILIA DO MARACANÃ, com a PARTE III. A PARTE I e a PARTE II você lê aqui e aqui.

Estamos no dia 27 de março de 1983, um domingo. Mais de 80.000 pessoas presentes ao estádio que um dia já foi do povo. Tinha eu 14 anos de idade quando meu pai me levou pra ver o Flamengo que conquistaria, pouco menos de dois meses depois - e eu estava lá, de novo! - o tricampeonato brasileiro.

Apitado pelo paranaense Tito Rodrigues, Flamengo e Palmeiras empataram em um a um. Aos 27 minutos do primeiro tempo, Baltazar abriu o placar para o mais-querido. Aos 23 do segundo, Jorginho empatou para o Palmeiras.

Tempo em que o Flamengo tinha um esquadrão. Jogamos, naquela tarde de domingo, com Raul, Leandro, Figueiredo, Ademar, Júnior, Vítor, Adílio, Zico, Robertinho, Baltazar e Lico (depois Édson). O velho Carlinhos dirigia o Flamengo. Pelo Palmeiras, dirigido por Rubens Minelli, João Marcos, Vágner, Luís Pereira, Nenê, Carlão, Rocha, Batista, Carlos Alberto Borges (depois Cléo), Jorginho, Carlos Alberto Seixas (depois Enéas) e Carlos Henrique.

Eu lhes disse que meu pai me levou ao jogo e faço, de pronto, o arremate: papai é vascaíno, como era seu pai, como é meu irmão. Levou-me e disse, grave, após o jogo:

- Na final, se houver final, você se vira! Eu não venho!

Abaixo, a imagem do ingresso daquele jogo.

Até.

2 comentários:

Nelson Fiod disse...

Depois, então, conta como se virou...

abraço

Szegeri disse...

Duas curiosidades dignas de nota: o grande Vágner Bacharel, que depois veio a ser um dos maiores quarto-zagueiros da história do alvi-verde, nesse tempo ainda não havia se firmado como titular e começou atuando titubeantemente na lateral-direita. A zaga central então era ocupada por Nenê Santana, então beque do Escrete.
Outra, mais importante: no jogo da ida, na Gaiola das Loucas, havíamos sapecado 3 x 1 no esquadrão rubro-negro!