2.9.10

NOJO, NÁUSEA E VERGONHA

Anteontem, 31 de agosto de 2010, o professor Idelber Avelar publicou em seu indispensável O BISCOITO FINO E A MASSA uma brilhante reflexão da jornalista Marjorie Rodrigues, SEXISMOS À PARTE (leiam aqui). No texto, Marjorie faz breve análise do comportamento da mídia em geral diante da candidatura de duas mulheres ao mais alto cargo da República - e lança seu foco, por óbvio (é ela que desponta, com folga, à frente de todas as pesquisas), no comportamento dessa mídia em relação à candidata Dilma Rousseff. Diz, à certa altura (o grifo é meu):

"Vale lembrar que a participação das mulheres na política brasileira ainda é muito tímida. Os partidos dizem ter dificuldades para cumprir a cota de 30% de candidaturas femininas. Creio que este é um problema, acima de tudo, cultural. As mulheres se candidatam pouco e as pessoas têm desconfiança em votar nelas, em grande parte, devido à idéia de que mulher “não serve” para política. De que os homens são racionais e as mulheres, sentimentais. De que o comando econômico e político é território masculino, enquanto às mulheres cabe o campo da domesticidade, do cuidado de crianças, doentes e idosos; às mulheres cabe à moda, o enfeite, o supérfluo. Enquanto não rompermos com a idéia arcaica e rígida de que há coisas “de menino” e coisas “de menina”, acredito que o aumento de mulheres em cargos eletivos será um caminho árduo."

O que eu quero lhes dizer hoje, meus poucos mas fiéis leitores, a você, mulher que me lê, a você, eleitor de Dilma Rousseff, ou de José Serra, ou de Marina Silva - os três postulantes mais bem colocados nas pesquisas de opinião - é que há, sim, uma cultura vigente de que há coisas "de menino" e coisas "de menina". Mas há coisas - e escrevo com o estômago revirado - que não são de gente, de gente!, simplesmente. São coisas que vêm de quem não têm - como dizia meu saudoso amigo Fausto Wolff, conterrâneo da infeliz - serventia alguma.

Com vocês, o pensamento retrógrado - tirem as crianças da sala! -, os desejos mais inomináveis, a atuação mais ignominiosa (prova efetiva de que a degradação social não tem, infelizmente, limites), da jornalista (e durmam com um barulho desses) Maristela Bairros, todos retirados do twitter. Vale dizer, antes, que o acesso a esse lixo virtual que ela produz me foi possível graças à paciência de um leitor deste blog. Maristela Bairros, dando cores de coerência a tudo o que tenho dito, bloqueou meu acesso. Pelo que, penhoradamente, agradeço. Não é bom, não faz bem, ainda que virtualmente, ter contato com essa gente e com o lixo que ela produz. Desejar a morte de alguém (e mais do que isso, torcer por isso!), pelo mal do câncer, é o troço mais repugnante que jamais li.








Até.

4 comentários:

Bruno Chagas disse...

O Brazil não merece o Brasil.

leo boechat disse...

As tuitadas dela já dizem tudo. Nada a acrescentar.

Diego Moreira disse...

Esta mulher não sabe o que é militância. Acha que todos nós somos pagos para falar de Dilma e criticar Serra. Bom, provavelmente ela é paga pra isso e acha que todos são...

AOS QUARENTA A MIL disse...

Lamentável ver alguém tratar o cancêr desta forma, lamentável.
Se falasse isto na minha frente provavelmente a porrada estancaria. Meu Deus , custo mesmo a acreditar ! E eu que achava que expor o Lula com o aborto da Miriam fosse o máximo da hipocrisia e da baixaria!
Não adianta gentalha, pode vociferar a vontade !