25.10.10

DO DOSADOR

* Estamos a menos de uma semana das eleições. Quero crer que os votos dos eleitores decididos a votar em Dilma Rousseff estão quase que totalmente solidificados. Os votos dos eleitores decididos a votar em José Serra, também. Resta aí uma pequena massa de eleitores, algo em torno de 6 a 7 por cento, que ainda se diz indecisa. E uma pequeníssima massa, tanto de um lado como do outro, que ainda considera a possibilidade de mudar o voto. Dirijo-me, hoje, aos indecisos. E indico, com veemência, o texto PARA VOCÊ, ELEITOR INDECISO de autoria de Ricardo Lins Horta, publicado no blog do professor Idelber Avelar. Estamos diante da mais acirrada eleição desde 1989. Estamos, também, diante de uma escolha bastante significativa: ou seguimos com os avanços do governo Lula ou retrocoederemos ao modus operandi tucano. O texto pode ser lido, na íntegra, aqui;

* a campanha é a mais acirrada desde 89 e também, de longe, a mais suja. E suja por conta de uma sujeira disseminada de tal forma que é mesmo impossível traçar, de forma sucinta, como começou. A edição da revista ISTO É desta semana - denominada OS SANTINHOS DE UMA GUERRA SUJA - tenta esclarecer esse lamentável fenômeno, aqui e aqui. Todos os episódios dessa "guerra suja" partem, só uma azêmola duvida disso, e nascem da ganância e da vaidade desmedidas de José Serra, o tal que tem um "diabinho" morando dentro dele, palavras de FHC. Essa epidemia de ódio corre o Brasil, notadamente um país de povo pacífico e tolerante. Impossível apontar os focos atingidos por esse surto, por isso tenho me atido a personificar esse comportamento através de uma das usuárias do twitter, que assina @maristelabairro. Bem antes do primeiro turno das eleições eu já havia feito o alerta, aqui. Não satisfeita em manifestar o desejo de que "Dilma fique doente" e de que "Lula tenha um derrame", o que já seria de todo lamentável, a jornalista (é como a mesma se apresenta) Maristela Bairros Schmidt - que também se diz espírita, vão tomando nota! - refere-se ao arquiteto Oscar Niemeyer como "velho nojento". Chico Buarque nada mais é do que um "alcoolista". Demonstrando mais que desequilíbrio, desrespeito e espírito antidemocrático, chama o Presidente da República Federativa do Brasil de "nazipetista", adjetivo que dá a todo aquele que apóia o projeto de governo do PT. Agride a primeira-dama, Marisa Letícia. Afirma, diuturnamente, que Dilma Rousseff é uma terrorista que teria pegado em armas para matar gente e outras tantas insanidades, repetição constante de tudo aquilo que vem da central de boatos da campanha tucana. Todos os artistas e intelectuais que manifestarem apoio a sua candidatura foram agredidos, e os adjetivos usados pela eleitora de José Serra são, quase todos, impublicáveis. Agride, de forma baixa, o governador eleito de seu estado, o Rio Grande do Sul, Tarso Genro. Em resumo, não livra a cara de ninguém. Assim como ela, muitos outros estão aí se valendo da grande rede para disseminar mentiras e para colocar para fora o ódio e a intolerância, eis que, não tenham dúvida, não toleram, oito anos depois, o fato de que um ex-operário não apenas chegou à Presidência da República mas também atinge, no final de seu segundo governo, um índice positivo de popularidade superior a 80%. Ocorre que de uns dias pra cá a síndrome persecutória da dita cuja passou do limite do tolerável. Maristela Bairros vem se valendo da internet para dizer, sem meias palavras, que eu a ameacei de morte (no twitter e em seu blog pessoal). Caso evidente de calúnia. Para quem não sabe, calúnia é uma afirmação falsa a respeito de alguém. Calunia aquele que atribui falsamente a alguém a responsabilidade pela prática de um fato determinado definido como crime, agindo com má-fé. Ameaça de morte é crime que, evidentemente, não cometi. Como creio que a dita jornalista sofre, mesmo, de síndrome de perseguição, e como já demonstrou, diversas vezes, desconhecer as coisas mais básicas, tendo a acreditar que Maristela Bairros não agiu exatamente de má-fé quando escreveu o que escreveu. Agirá, entretanto, de má-fé, se voltar a repetir tamanha insanidade. E aí o rumo da prosa mudará.  Tudo isso, vejam vocês, porque eu disse a ela, valendo-me de expressão conhecidíssima no Brasil (ao menos para os brasileiros, não para os anti-brasileiros): "Ô, Maristela, pode esperar, a tua hora vai chegar". Disse e repito (e é modorrento explicar uma piada): vai chegar não apenas a hora da preconceituosa e odiosa Maristela Bairros (aqui você pode ver que a síndrome persecutória que a acomete não vem de hoje). Mas a hora de José Serra e de todos aqueles que, visando desviar a atenção do eleitor para o quê de fato importa, tentam, das maneiras mais sujas e mais baixas, impedir a eleição da primeira mulher presidente do Brasil. Hoje é dia 25 de outubro. E no dia 31 de outubro a hora dessa gente vai chegar;

* estive ontem no último grande ato da campanha de Dilma Rousseff no Rio de Janeiro antes das eleições. Às dez da manhã já estávamos, eu, Sonia Zampronha e Flavinha Calé, em Realengo, zona oeste do Rio, para uma grande carreata com Dilma e Lula. Foi mais que simplesmente "grande". Durante duas horas percorremos 10km até Bangu. Impossível não se emocionar com as casas simples, cadeiras na calçada, famílias inteiras reunidas nas lajes, nas calçadas e nas ruas festejando a passagem do atual presidente e da futura - oxalá seja assim! - presidente do Brasil. Gente que sentiu na pele, como a Ana (vejam o vídeo aqui), cozinheira da minha cunhada, que sabe que agora "casa de pobre, hoje, você vai e tem de tudo... ficou muito mais fácil comprar as coisas...", que somente com a eleição de Dilma Rousseff o Brasil vai seguir mudando. Porque a hora do povo chegou há oito anos, no dia primeiro de janeiro de 2003, com a posse de Lula;

* estive ontem, também, com queridos amigos, no RIO-BRASÍLIA, portentoso buteco tijucano. À certa altura da noite o professor Luiz Antonio Simas, que havia estado em Copacabana durante a tarde para atividades da campanha de Dilma, de olhos marejados (eu vi, eu vi, eu vi!), disse algo bem próximo disso enquanto discutíamos sobre as eleições (se eu estiver errado, ele ou quem lá também estava que me corrija): "Não foi a eleição de Lula o grande marco da redemocratização do Brasil, nem a grande página da História recente do país. E nem será simplesmente a eleição de uma mulher para o cargo de presidente... O grande momento será no dia da posse, quando os três comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, perfilados, renderão homenagens a Dilma Rousseff, a comandante-em-chefe das Forças Armadas...". Corrijo-me, desde já. Não foram apenas os olhos do Simas que marejaram. Mas o de todos os presentes à mesa;

* reproduzo, por fim, mensagem que acabo de receber do comando da campanha de Dilma Rousseff:

"A confiança de Dilma e Lula na militância para conquistar a vitória é total. Nessa última semana de campanha, a energia da nossa militância vai fazer a diferença, como sempre fez. Vamos às ruas deixar claro que Dilma é a única garantia de que o país vai continuar no caminho iniciado pelo Governo Lula, com desenvolvimento econômico, respeito à democracia e ao meio ambiente. É a única alternativa para continuarmos gerando empregos, distribuindo renda, garantindo moradia digna, saúde, segurança e edudação. É a única candidata que se compromete com a defesa do pré-sal, com uma política externa independente, com o fortalecimento das empresas estatais. Vamos levar informações para combater a onda de boatos e calúnias em que se apóia a candidatura adversária, e não vamos em hipótese alguma, aceitar provocações. Vamos falar com as pessoas, no trabalho, no ponto de ônibus, na comunidade e também na internet. Vamos de casa em casa conversar com as famílias. Vamos usar bem os materiais de campanha. Se você não tem, produza o seu. No site da Dilma, você encontra tudo pronto para imprimir. É muito importante estar presente em toda a parte, mostrando com paz e tranquilidade a opção Dilma13. É dessa forma que vamos assegurar e ampliar a expressiva votação que deu vitória a Dilma no 1º turno e conquistar mais votos para reafirmar o nosso desejo de continuar construindo um Brasil justo, igualitário e fraterno. Vamos juntos(as), rumo à vitória! Lembre-se: no dia da votação, é permitido o uso de camiseta, boné, botton, adesivo, símbolos dos partidos coligados ou de bandeira."

Até.

4 comentários:

Daniel Banho disse...

Divertidíssimo a sujeita falando "Eduardo Goldenberg ACESSOU MEUS DADOS NO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO RIO GRANDE DO SUL sem ter autorização para tal".
Santa ignorância.

Daniel Banho disse...

Ela, gaúcha, provavelmente nunca foi ao Beira Rio, em um jogo anterior a um clássico e cantou: "ô Grêmio, pode esperar, a sua hora vai chegar"; ou "ô Colorado...", no Olímpico.
É uma coitada.

Bruno Ribeiro disse...

Querido, sou um sujeito por demais apegado ao simbolismo das coisas. E voltei para Campinas, depois da memorável noite de ontem, quando estivemos todos juntos no Rio-Brasília, com a sensação de que a vitória do povo, que é a nossa, chegará no dia 31. A frase do Simas tem a força das sentenças definitivas que a HISTÓRIA não se furta em confirmar. NÃO PASSARÃO!

Mônica Machado disse...

Moço, retumbei o dito do Simas onde pude e farei o mais que puder e conseguir ainda até o fim de semana. Com essa moça Maristela acho que você lidará bem, com justeza e a inteligência que lhe é costumeira. Beijo, Mônica.