30.3.11

BRUNO RIBEIRO, CORREIO POPULAR, 30 DE MARÇO DE 2011

Tenho um tremendo orgulho da amizade que nutro - e que é, sei, recíproca - pelo brasileiro maiúsculo que é Bruno Ribeiro, jornalista carioca residente em Campinas. Um menino, se comparado aos meus quase 42 anos (que serão completados, se eu chegar lá, no próximo dia 27 de abril). Duro, quando necessário, sem jamais perder a ternura - esse é um bom resumo do que é e como age esse meu irmão.

Pois bem. Feito o brevíssimo intróito vamos ao que quero lhes dizer hoje.

Muito já se falou sobre um certo tipo, o leitor que escreve cartas para os jornais. Trata-se, geralmente, de um chato. Quase sempre sem ter o quê fazer (ou sem amigos, ou sem mulher, ou sem filhos, ou sem vícios - são fundamentais, os vícios!) regozija-se (quase goza) quando lê um de seus arrazoados publicados nos jornalões brasileiros.

Não sei se o cidadão de quem vou lhes falar hoje é parte disso, é tudo isso ou (e ele seria uma exceção) não é nada disso - faço a ressalva.

Trata-se de Renato Luis C. Gagliardi (é como ele se apresenta). Como exemplos - loas ao Google! - vejam esta carta publicada em 18 de janeiro de 2011 (na qual escorraça o Estado do Rio de Janeiro) e esta outra, publicada em 04 de fevereiro de 2011 (na qual escorraça o presidente do Corinthians). Em ambas, o que faz Renato Luis C. Gagliardi? Esperneia. Reclama. Sapateia. Aqui (loas ao Google!), brada ao STF contra a decisão do então presidente Luis Inácio Lula da Silva no sentido de conceder asilo político a Cesare Battisti. E são muitos - incontáveis! - os links indicados pelo Google que apontam para "manifestações" de Renato Luis C. Gagliardi.

Pois bem: este cidadão escreveu, recentemente, longo e-mail dirigido ao jornal Correio Popular, jornal campineiro que tem, justo em Bruno Ribeiro, um de seus mais sérios e dedicados profissionais. E como o jornal é sério, e como o Bruno é grande (e corajoso!), publicou-se hoje, na edição deste 30 de março de 2011, véspera de mais um aniversário do nefasto golpe militar que mergulhou o Brasil em mais de duas décadas de obscurantismo, arbítrio e covardia, uma bela resposta ao redator de cartas para os jornais.

Um tapa (duro!) com luva de pelica - bem à moda do meu mano Bruno Ribeiro (clicando na imagem, você lerá com perfeição o brilhante artigo).


Eu prefiro dar nome aos bois, sempre. Em nome da verdade e da precisão que me acompanha como sombra.

A página, na íntegra, pode ser lida também aqui.

Até.

6 comentários:

mirtes disse...

Edu, ter um amigo como o Bruno é uma dádiva.
Menino lindo!!! brilhante!!! gente!!!

Um beijão pra voces dois.
mirtes

Diego Moreira disse...

Pau na canalha! Escumalha do caralho!

Betinha disse...

Lindo texto do Bruno. Para o tal de Renato enfiar a viola no saco e parar de escrever cartas ridículas, com opiniões e propostas patéticas.
Beijos.

Elaine disse...

Putz grila, matou a pau. Adorei a resposta.
[Aliás, esse sujeitinho que o escreveu, pelo que vejo, votaria no Bolsonaro se morasse no Rio...]

Rodrigo disse...

Lindo texto, Bruno! Edu mas como no Brasil tem canalha. Tiver o prazer de trocar poucas palavras com o Bruno, sei o brasileiro que ele é, não abaixa a guarda, mostra pra estes canalhas que estragam a nossa patria como faz.

Abraço, Edu!

Eduardo Carvalho disse...

Excelente, Bruno!
Excelente, Edu!
Aproveito, Edu, para compartilhar a alegria de ter, no último domingo, enfim cancelado a assinatura de O Globo.
Só isso.
Saudade grande de vc, rapaz.
Bj.